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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O QUE VOCË ACHA?

                                                                               Poesia de № 32


O que você acha
De esquecer
Tudo que lhe rodeia
E mergulhar na fantasia
Ver o mundo colorido
Fazer o proibido
Tornar sua vida uma magia
Sair desse círculo
E entrar num polígono
De infinitos lados e dimensões
Cantar a vida
E encantar corações
Lei, só a de Deus
Fita meus olhos nos seus
Viver sem destino
Pro que der e vier
Rir, mas rir com muito prazer
Rir bem alto sem temer
Do guarda lhe prender
Ir de contra o vento
Sem lenço sem documento
Amar, ame todas as pessoas
Sem exceção
Ame de coração
Viva a ilusão
Ande leve no ar
Assim como o avião
No céu não pode parar
Então não pare
Siga em frente
Pois ainda tem
Muito que passear
Mas não vá só
Leve seu bem querer
Pois a melhor emoção
É aquela dividida a dois
Cante com os pássaros
Tire uma flor
E dê pro seu amor
Pois o dia está lindo
E se chover
Estará lindo do mesmo jeito
Basta saber viver
Aproveite esse refresco
Lave essa sujeira
Que tem dentro de você
Mas não esqueça
Que está com seu amor
Então faça dele seu sabonete
Se arrume e se enfeite
Que a noite há de chegar
E a lua há de brilhar
Agora você já esqueceu
Todos os problemas
Agora você já percebeu
Todo esse emblema
É pura perdição
Você deixar de fazer
O que manda seu coração
Tente, invente
Mas faça diferente
Agora, se você não tiver
Uma pessoa com quem
Você possa fazer tudo isso
Então não faça
Porque a solidão
É a pior desgraça.

                                                       André Caldas             15/03/93

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

COMEÇO DE UM AMOR

                                                                               Poesia de № 31

Quando te vi
Mudei de visual
Fiz de tudo
Para parecer o tal
               
Você olhava pra mim
Tipo olhar 43
Querendo se aproximar
A cada vez
               
Quando dei por mim
Já estava a delirar
Sem a menor chance
E maneira de voltar
               
Foi então que você
Me fez lembrar
Uma pessoa que eu amava
E agora a esquecer
               
Vou de novo
Me enlouquecer
Se eu não sentir a volúpia
Que tem você.

                                                                     André Caldas         07/04/91 

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

AMO MAS NÃO SOU AMADO

                                                                               Poesia de № 030


Há muito tempo
Eu lhe conheci
Foi tão belo nossos momentos
Que eu ainda não esqueci

Desde o primeiro dia que te vi
Meu olhar em ti, não pude conter
Mas o tempo foi passando
E fui sentindo mais amor por você

Queria tanto
Sentir seu corpo no meu
E recompensar o tempo
Que a gente perdeu

Fui aos poucos
Tentando lhe conquistar
Mas nem ao menos
Você quis me escutar

Tentei esconder as mágoas
E de novo recomeçar
Mas fui tão desprezado
Que me deu vontade de chorar

Não chorar de medo
Nem de terror
Mas sim
Chorar de amor

Como não deu certo
Tentei te esquecer
Mas você já fazia
Parte do meu ser

Já não tenho mais
O que lamentar
Pois estou lutando
Para esse sofrimento acabar

Esse sofrimento
Já tomou conta de mim
Se eu não tomar cuidado
Chegarei ao fim
               
Amo, porque é preciso
Amo, pra não ficar isolado
Amo, porque gosto da vida
Amo, mas não sou amado.

                                                         André Caldas        26/05/90

terça-feira, 5 de outubro de 2010

BRASIL PRÉ-COLONIAL

                                                                                Poesia de № 029


Tudo era tão belo
Enfeitado e habitado
Pelos índios
Que aqui viviam abraçados
               
E pelos pássaros
Com a suavidade
Do seu canto
Tornando tudo
Um encanto

Até que um dia
Chegou pelo mar
A bandeira portuguesa
Querendo aqui colonizar

Foi então que o índio
Deixou de ser índio
Os pássaros já não cantavam
O céu se fechou
E no Brasil
A exploração começou.

                                                       André     1991

domingo, 3 de outubro de 2010

UM MINUTO DE ARGÚCIA

                                                                               Poesia de № 028

Eu só te peço
Que me dê
Um minuto do seu tempo
Pra te dizer um pouco
De tudo ao mesmo tempo
               
Com isso
Você fica confusa
Sem saber o que fazer
Mas entende o amor
Que sinto por você
               
Então, já começa a se lembrar
Das rosas que eu mandava
E você a desfolhar

E os cartões apaixonados
Entregues com caixa de chocolate
Que nem os papéis
Foram desenrolados

Em 60 segundos
Você já percebeu
Que eu não mereci
O desprezo que você me deu

Já arrependida
Pede-me desculpas
E mesmo sem querer   
Eu aceito
Porque não consigo vencer
Esse seu jeito

Magoado
Tento te esquecer
Mas num piscar de olhos
Vou correndo pra você

Porque o amor quando bate
Bate pra ficar
Sem aviso
E sem hora de chegar
               
Desculpe se eu insisto
Pois não queria dizer
Como não tem cura
Ainda AMO VOCÊ!

                                                       André Caldas       1991

sábado, 2 de outubro de 2010

AINDA FALTA

                                                                               Poesia de № 027

Você diz
Que gosta de mim
Mesmo assim
Ainda não sou feliz
               
Ainda falta
Algo mais
Amor pra mim
Nunca é demais

Você acha
Que está tudo certo
Mas nem sente
Quando estou perto

Um beijo de entrada
Outro de saída
Eu quero só um
Que dure por toda vida

Por mais
Que seja bacana
Ainda falta
Dizer que me ama.

                                                             André Caldas      30/05/92

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

POESIA CIENTÍFICA

                                                                               Poesia de № 026

Às folhas tantas
Do livro científico
O cloreto de sódio apaixonou-se
Um dia
Quimicamente
Por uma substância.
Olhou-a com seu olhar heterogêneo
E viu-a, da maior partícula ao átomo,
Uma substância química;
Olhos elétricos, boca molecular
Corpo poroso, seios atômicos.
Fez da sua
Uma vida
Substancial a dela
Até que se encontraram
Numa mistura homogênea
“ Quem és tu ? ”, indagou ele
Com ânsia natural.
“ Sou a soma do nitrogênio com o hidrogênio
Mas pode me chamar de Amônia ”.
E assim, se amaram
À velocidade dos elétrons
E a eletricidade dos prótons
Formando
Com a energia do momento
O modelo mais perfeito do átomo.
Reagiram a todas reações químicas contra eles
E protestaram a favor da valência.
Enfim, resolveram se combinar
Formar uma única substância.
Convidaram para padrinhos,
O Carbonato de Cálcio e a Platina.
E fizeram misturas, fórmulas e combinações para o futuro.
Sonhando com uma felicidade
Pura
E utópica.
Se combinaram e tiveram duas moléculas
Muito engraçadinhas.
E foram felizes
Até aquele dia
Em que tudo, afinal
Vira monotonia.
Foi então
De um movimento atômico
Que surgiu
O Carbono puro.
E lhe ofereceu
Uma riqueza química,
O carvão, a grafita e o diamante.
Ele, Cloreto de Sódio, percebeu
Que com ela não formava mais uma única substância
Mas sim,
Um solitário elemento químico
Em busca de uma nova combinação.
Mas foi então que Einstein descobriu a relatividade
E tudo que era espúrio passou a ser
Moralidade.
Como, aliás, em qualquer
Sociedade.

                                                                             André Caldas    1989

Elaborada a pedido da professora Lúcia Veloso, baseada numa poesia já existente titulada “ Poesia Matemática ” do grande poeta Millôr Fernandes.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

FORÇA ESTRANHA

                                                                               Poesia de № 025


Se eu não consigo te esquecer
Não é porque eu não quero
Existe uma força estranha
Que me faz ter
Em mente,
Essa tamanha
E permanente,
Vontade de fazer,
Enlouquecidamente,
Parte do teu ser

Essa força
Me leva a sonhar
Me faz esquecer de tudo
Menos de você

Essa força
Me faz poetizar
Mexe com meu coração
Canta uma canção
Me leva pra passear
No jardim da ilusão
Onde mora minha paixão
E de lá não consigo voltar
               
É  essa força estranha
Que me faz te amar.

                                                         André Caldas     28/05/92

terça-feira, 28 de setembro de 2010

ACIMA DE TUDO

                                                                               Poesia de  024

Amor, nosso amor
Não tem jeito
É uma dor no meu peito
Que não acaba mais

Amor, nosso amor
Está de fato com defeito
Já não temos o direito
De vivermos em paz

Mas nos amamos muito
E no fim de tudo
O começo se faz
Então tá combinado
Que o passado
Não volta mais

Amor, nosso amor
Está muito doente
Sempre acontece de repente
Está bom e fica ruim

Amor, nosso amor
Não vai dar mesmo certo
Sinto o fim chegar tão perto
Por que brigamos assim?

Amor, nosso amor
Não é um exemplo perfeito
Mas entre o meu e o teu peito
O amor é primaz

Amor, nosso amor
É um grande tumulto
Mas acima de tudo
Nos amamos demais

                                                                     André Caldas      08/07/99   

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

VOCÊ PRECISA ME AMAR

                                                                              Poesia de № 023


Antes que eu enlouqueça
E deixe a solidão me levar
Antes que meu coração padeça
Você precisa me amar

Eu te amo incontrolavelmente
Até o infinito vou lhe dar
Esse caso é urgente
Não posso mais esperar

Você é a solução
De todos meus problemas
Oh, Baby, vamos lá
Antes que termine esse poema
Você precisa me amar
               
Estou desesperado
Precisando do teu amor
Estou num clima muito delicado
Nunca sentir tanta dor
               
Tudo tá um tédio
Não sei mais o que pensar
Só há um remédio
Você precisa me amar

Baby, faz alguma coisa
Me dá uma chance
Deixa eu chegar
Além do meu alcance

Será que você não entende, pô !
Assim não dá
Baby, você decide
Ou você me ama
Ou tem que me matar
Não Baby, não !
Eu não tenho sete vidas
Você precisa me amar.

BBUUUUUUUMMMMMMM !!!

                                                       André Caldas            01/07/92

sábado, 25 de setembro de 2010

JÁ NÃO SEI

                                                                               Poesia de № 022

Já não sei
Se ainda te amo
Você me venceu pelo cansaço
Já não sei
Se ainda quero seu abraço

Já não me queixo
Se eu não ganho teu beijo
Pouco me importa
Se você sai pela porta
E me deixa com desejo
               
Já chega de humilhação
Você já partiu meu coração
Feriu meus sentimentos
Me deixou no tormento
Me jogou no chão
               
Já não posso evitar
Com isso quero acabar
Sabe lá meu Senhor
Tão grande é esse amor
Que por mais pudor
Ainda assim me leva a te amar.

                                                    André Caldas      23/04/92

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

MASOQUISMO

                                                                               Poesia de № 021

É impressionante
Como as coisas acontecem
Posso estar feliz nesse instante
E logo meu eu se entristece
O amor tem razões
Que a própria razão desconhece

Podem me dizer
E tentarem me explicar
Que não vale a pena sofrer
E por ninguém se sacrificar
Mas eu duvido, porque
Eu nasci para amar
               
Mas se nem tudo é amor
A vida há de mostrar
Cada um tem seu valor
Vejo o meu e não quero olhar
Mesmo tendo pudor
Ela é quem eu quero valorizar
               
Ainda que não me queira mais
Que tudo já tentei fazer
Ainda sim eu sou capaz
De te amar e de sofrer
Na esperança de você voltar atrás
E dar razão ao meu viver

Posso ainda dizer
Que já chega de chorar
Que cansei de sofrer
Que agora eu vou mudar
Mas é mais fácil que você me ame
Do que eu deixe de te amar.

                                                                  André Caldas        18/07/96

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

AMBRÓSIA

                                                                               Poesia de № 020


Jurava eu
Nunca mais amar
Pois já me decepcionara
Com quem seu amor
Não quis me dar

Andava eu
Sempre a jurar
Se não for com ela
Com mais ninguém será

Andava eu dizendo
Que minha vida estava vazia
Nada fazia mudar
Ela era quem eu queria

Andava eu filosofando
Na vida tudo muda, tudo passa,
Mas comigo nada mudava
E só o tempo passava

Apreciava eu,
Certo dia, da minha varanda,
A beleza da natureza numa janela
Foi aí que o tempo parou
E minha vida começou a mudar

Descobrir que existe
O plural de ela
Justamente naquela janela
Alguém me fazia pecar

E se jurando, pequei
O pecado devo pagar
Mas, se quem jura mente
Não é pecado voltar a amar

Hoje, juro eu
Nunca mais jurar ...
Eu juro.

                                                   André Caldas     23/11/94

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

SEI LÁ

                                                                               Poesia de Nº 019

Sei lá
Quando me perguntam
O que é amar
Mas amo sem saber
No que vai dar

Sei lá
Se estou alegre ou triste
Só sei
Que o momento existe
Aqui ou lá
vivo sem me preocupar
           
Sei lá
O que é poesia
Mas escrevo sem parar
No entanto essa alegria
Faço questão de rimar
           
Sei lá
O que é felicidade
Mas sei que só existe
Quando há sinceridade
           
Sei lá
Se amanhã vai chover
Mas se eu for à praia
Ficarei até a lua nascer

Sei lá
O que eu quero
Ou o que deixo de querer
Mas não me queixo
Se tenho você

Sei lá
E,é por esse meu saber,
Que eu gosto mais ainda
De viver.

                                                   André Caldas    26/11/92

terça-feira, 21 de setembro de 2010

NO TOPO DO AMOR

                                                                               Poesia de № 018
Estou subindo
Até o topo
A cada vez
Me sinto louco
               
Já estou quase chegando
Sem forças pra lutar
Por um amor inacabável
No ponto de despencar
               
Já tá na hora
De você me amar
Pois se não
Eu chego lá...

Na loucura que você me levou
O topo conseguir alcançar
Mas como não me quis
Do topo, não sei onde vou parar.

                                                            André Caldas      18/06/91

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

TRIBUTO A NICK

                                                                               Poesia de Nº 017

Voa meu pássaro cinzento
Para o céu da liberdade
Entrega teu corpo ao relento
E tua alma à eternidade

Hoje choramos tua partida
Como que chora um ente querido
Você fez parte da nossa vida
É grande a dor de ter partido

Fica com Deus como um anjo celeste
Aqui você era fiel e companheiro
Mesmo sendo um animal silvestre
Sentiremos sua falta o tempo inteiro.

                                                           André Caldas     19/09/2010

domingo, 19 de setembro de 2010

MULHER

                                                                               Poesia de № 016

A mulher é possuidora
De uma divina magia
E tem como espelho
A Santa Maria

Na mulher
Encontro abrigo
Que aliás existe
Antes de eu ter nascido

Seu olhar
Já diz o que sente
Seu sorriso
É um contentamento, simplesmente

Mulher,
Preciso de você
Tu és
O meu viver.

                                                      André Caldas      16/01/92

sábado, 18 de setembro de 2010

MAMÃE (2º domingo de maio de 87, dias das mães, 1ª poesia aos 11 anos)

                                                                               Poesia de № 015


Para minha mãe querida
Um beijo e abraço vou lhe dar
Só não vou dar presente
Porque não tenho money pra comprar

Mamãe não fique triste
Pois um dia vai chegar
Vou juntar um dinheirinho
Para seu presente comprar.

                                                      André     10/05/87

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

PEGUE NA MINHA MÃO

                                                                              Poesia de Nº 014

Pegue na minha mão
Que eu vou cantar uma canção
Que vem dentro do coração
Com a mais pura emoção
Deixando de lado a solidão
Como uma noite de São João
Tem foguete, fogueira e balão
Dançando forró no meio do salão
Ao som da sanfona, timbal e violão
Eu pego na sua mão
Como quem pega numa rosa de papelão
Sem deixar cair no chão
Pra não desmanchar a criação
E ao mesmo tempo a ilusão
De quem vive no bater de um coração.
                                                                      André Caldas    04/09/93

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

CONSELHO

                                                                               Poesia de  013

Se sua timidez lhe prejudica
Passe em cima, saia desse tormento
Se quer levá-la ao cabo, eis uma dica
Goze bem a vida em cada momento
               
Saiba que nunca terás o ontem
Podes ter o amor em qualquer idade
Mesmo que mais novas sejam outrem
Não será melhor que na mocidade
               
Por mais que você seja acanhado
Não descubro nisso nenhum perigo
Esqueça o mal entendido e o passado
               
Bote fé e vá em frente meu bom amigo
Se não queres ser um pobre coitado
Vá por mim, ouça o que bem vos digo.

                                                                   André Caldas      15/01/92
                                                                            

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

NÃO INTERESSA

                                                                               Poesia de № 012

Não interessa
O que veio a ser
Os momentos que nós passamos
A mulher que fiz você

Não interessa
O carinho permanente
As dificuldades que enfrentamos
Por um amor ascendente

Não interessa
O beijo meu na tua boca
O afago meu no teu corpo
Te deixando louca

Não interessa
Os prazeres de amor
Que fez te esquecer
A solidão que você passou

Não interessa
O que sinto por você
E só me resta esquecer
Aquela festa.

                                                     André Caldas    16/05/91

terça-feira, 14 de setembro de 2010

VOCÊ...EM TUDO

                                                                               Poesia de № 011

Em tudo que eu escrevo
Está seu nome
Na minha agenda
Só tem seu telefone

Em tudo que canto
Está sua voz
Em tudo que penso
Lá estamos nós

Em tudo que eu falo
Falo de você
Em tudo que eu ouço
Só ouço você

Em tudo que eu vejo
Está sua imagem
Em tudo que eu sinto
De você, é só miragem

Em tudo que eu faço
Há um pouco de você
Ah! Como eu queria
Te sentir, te beijar, te amar, te ter.

                                                              André Caldas      22/04/92
                        

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

AMOR SUBLIME

                                                                               Poesia de № 010

Se toda hora penso em você
Se te quero agora, quero te vê
Se num momento de solidão
Dói meu coração, me faz sofrer
É por quê ?

Se nada me consola
Se tô sempre na tua cola
Se me sacrifico por você
Pra ninguém mais eu dou bola
É por que ?

Se faço tudo que queres
Se não procuro outras mulheres
Se estou bem com você
E de repente a gente briga
É por que ?

Se há ciúmes nessa estória
Se a idéia é contraditória
Se seu orgulho me faz perder
E mesmo assim não dá o braço a torcer
É por que ?

Se digo que terminou
Se você diz que não
Se escuto o que fala o coração
E digo que é só um tempo pra ver
É por que ?

Se depois a gente finge felicidade

Se depois a gente omite a verdade
Se dizemos que assim vai ser
E logo já queremos nos ver
É por que ?

Se nesse momento de fragilidade
Juro não mais te querer
Se quando passa a tempestade
O sol volto a ver
É por que ?

Se gozo de outro corpo
Se provo outra boca
Se com outra me deito
E não me acho satisfeito
É por que ?

Se esse tempo não queria ter
Se dele volto em pranto
Se ninguém faz como você
E digo isso sem nenhum engano
É por que TE AMO !

                                                               André Caldas   10/04/96

domingo, 12 de setembro de 2010

GOSTO

                                                                               Poesia de № 009

Gosto,
Gosto desse teu gostar de mim
Dessa maneira louca
Quando beija minha boca
E me deixa assim

Assim,
Assim pequeno
Que há pouco
Tava que nem louco
Menino veneno

Veneno,
Veneno esse que você solta
Vai e diz que não vem mais
Nos devoramos como animais
Se eu não vou você volta

Volta,
Volta e então nos amamos
Feitos um para o outro
E não demora nem um pouco
E já nós brigamos

Brigamos,
Brigamos d’uma forma voraz
Se na outra foi sua a culpa
Dessa vez sou eu quem peço desculpa
E dizemos que, briga, nunca mais

Mais,
Mais ainda brigamos
É aquela estória sem fim
Basta um dengo em você ou em mim
E logo vemos que nos amamos

Amamos,

Amamos e nisso eu aposto
Quando você beija minha boca
Dessa maneira louca
É disso que eu gosto

Gosto...

                                 André Caldas    04/03/96

sábado, 11 de setembro de 2010

ERREI

                                                                               Poesia de № 008

Errei, por pedir um tempo
No começo, eu a amava
Pensei, foi coisa de momento
Mais uma vez, eu errava

Errei, por não dar-lhe atenção
Num momento de fraqueza
O que não lhe dei de coração
Você me deu de bandeja

Errei, por fazê-la sofrer
Sofri, pelas besteiras que falei
Mas tudo isso me fez perceber
Você é tudo que sonhei

Errei, um instante, uma noite, três dias
Tempo suficiente pra errar
Agora errarei se disser
Não mais te amar

Errei, e do erro mais errado que errei
Hoje lhe digo sem errar
Eu te amo e sempre te amarei
Na mais certa certeza de acertar.

                                                              André Caldas    07/02/1995

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

PROCURA-SE

                                                                               Poesia de № 007

Estou a procura de uma
Uma coisa assim delicada
Como uma rosa na janela
Um boêmio na calçada
Fazendo canções pra ela
Em lua cheia e noite estrelada

Estou a procura de uma
Uma que contenha toda a beleza
E a delicadeza de uma flor
Que seja pura como a natureza
E sincera como meu amor

Estou a procura de uma
Uma que caia do céu
Como a queda de uma pena
Suave e serena
E com um gostinho de mel

Estou a procura de uma
Uma diferente de todas
Capaz de superar a lei da gravidade
Comemorar eternas bodas
E que faça da fantasia a realidade

Estou a procura de uma ...
Forma de declarar o meu amor.

                                                        André Caldas      10/06/94